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Torre de sucata permite acesso à telefonia em locais isolados

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O trabalhador Raúl Hernández, de San Juan Yaee, região sudeste do México, construiu com sucata a base de uma torre que vai possibilitar o acesso de moradores da região carente do estado de Oaxaca à telefonia celular. O projeto em que Hernández está envolvido pode revolucionar a conectividade em regiões ignoradas pelas grandes teles. 

E San Juan é intencionalmente desprezada, pois tem um número pequeno de habitantes que, em sua maioria, sobrevivem com agricultura de subsistência. Em outras palavras, na visão das empresas de telefonia, o investimento estrutural na região não é lucrativo, o que excluiu San Juan Yaee do mapa da conectividade. 

Confira e vejam mais fotos.

A localização da cidade, que está incrustada em uma região montanhosa do México, também colabora para a insuficiência de sinal. Lá não é possível captar sinais das antenas das regiões vizinhas.

A ideia para resolver a limitação veio da construção de centrais telefônicas que reutilizam materiais usados no cotidiano da cidade e se baseiam em códigos abertos para transmissão de dados.

Integrando as antenas de sucata a um sistema desenvolvido pela diminuta Rhizomatica, organização mexicana sem fins lucrativos, a central possibilita ligações e conexões com a internet em locais isolados e custa em média 120 mil pesos, cerca de 21 mil reais – um valor salgado para a economia local, mas equivalente a um sexto do valor que a Movistar – operadora de telefonia que integra o grupo Telefónica – cobra por suas antenas repetidoras para áreas isoladas na região. 

Os moradores da região podem utilizar a rede comunitária a 30 pesos por mês, cerca de R$ 5, para efetuar chamadas ilimitadas dentro do México e mensagens de texto. A rede artesanal também integra uma conexão VoIP, o que permite ligações para os EUA por 20 centavos o minuto. Preço mais acessível do que o cobrado nos orelhões da cidade: 15 pesos (R$ 2,50) por minuto. 

O sistema comunitário de conexão foi desenvolvido pelo norte-americano Peter Bloom, que é fundador da organização sem fins lucrativos no México. Após o case de sucesso nas searas onde as grandes teles não chegam, Bloom pretende levar seu projeto para mais regiões carentes do México. Todo o lucro gerado pelas centrais fica nas cidades onde são instaladas.

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A primeira foto mostra o processo de instalação da torre na prefeitura da cidade de San Juan, onde graças ao modelo de negócios de Bloom – retratado com a mão na massa na segunda foto – cerca de 500 pessoas terão acesso à telefonia móvel pela primeira vez. 

Fonte: Olhar Digital

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